A possibilidade de realizar mais de uma cirurgia plástica no mesmo momento costuma despertar interesse de pacientes que desejam corrigir diferentes regiões do corpo em uma única etapa.
Quando três procedimentos são associados, a combinação costuma ser chamada informalmente de “cirurgia tripla”.
Entre as associações mais conhecidas estão abdominoplastia, lipoaspiração e mastopexia, com ou sem implantes mamários.
No entanto, segundo a Dra. Lorena Duarte Rosique, cirurgiã plástica em Goiânia, nem toda paciente que deseja realizar três procedimentos é automaticamente candidata a uma cirurgia combinada.
A segurança depende de uma análise individual.
O organismo precisa suportar o conjunto da cirurgia
Ao avaliar uma cirurgia combinada, o médico não observa apenas cada procedimento isoladamente.
É necessário analisar o impacto total da operação.
Uma abdominoplastia, por exemplo, já é uma cirurgia de porte considerável. Quando associada à lipoaspiração e a uma cirurgia mamária, o planejamento precisa levar em conta o aumento da área operada e do tempo cirúrgico.
Quanto maior a complexidade da operação, maior deve ser o cuidado na seleção da paciente.
Tempo cirúrgico é um fator importante
O tempo sob anestesia faz parte da avaliação de segurança.
Por isso, a proposta de realizar diferentes procedimentos no mesmo dia precisa considerar se a duração estimada permanece dentro de parâmetros aceitáveis para aquela paciente.
A Dra. Lorena Rosique destaca que nem sempre concentrar todas as correções em um único ato cirúrgico representa a melhor estratégia.
Quando a extensão é grande, dividir o tratamento pode reduzir a sobrecarga do procedimento.
Avaliação pré-operatória ajuda a identificar riscos
Antes da cirurgia, devem ser investigadas as condições clínicas da paciente.
Entre os fatores que podem influenciar o planejamento estão:
- obesidade;
- diabetes;
- hipertensão;
- anemia;
- tabagismo;
- histórico de trombose;
- alterações de coagulação;
- uso de determinados medicamentos;
- terapias hormonais;
- doenças cardiovasculares.
Essas informações podem modificar a indicação cirúrgica.
Em alguns casos, pode ser necessário controlar determinadas condições antes de prosseguir com a operação.
Prevenção de trombose deve fazer parte da estratégia
Trombose venosa profunda e embolia pulmonar estão entre as complicações mais importantes em cirurgias de maior porte.
Por isso, o risco individual precisa ser calculado.
De acordo com o perfil da paciente, podem ser utilizadas estratégias preventivas durante e após a cirurgia, incluindo dispositivos de compressão, movimentação precoce e medicamentos quando indicados.
A recuperação também deve ser planejada antes da operação.
Hospital, anestesia e pós-operatório fazem parte da segurança
A escolha do ambiente cirúrgico também é importante.
Cirurgias combinadas devem ser realizadas em estruturas capazes de oferecer suporte compatível com o porte do procedimento.
Equipe anestésica qualificada, monitorização, equipamentos adequados e acompanhamento pós-operatório fazem parte da estratégia de segurança.
Para a Dra. Lorena Duarte Rosique, um bom resultado não depende apenas da execução da cirurgia, mas também da preparação da paciente e do cuidado durante toda a recuperação.
Segurança deve vir antes da quantidade de procedimentos
A ideia de resolver diferentes alterações corporais em uma única cirurgia pode ser atraente, mas não deve ser o principal critério de decisão.
O planejamento precisa responder primeiro a uma pergunta: é seguro realizar todas essas intervenções juntas?
Quando a resposta é positiva, a associação pode ser considerada.
Quando o risco é elevado, dividir a cirurgia em etapas pode representar a melhor decisão.
Na cirurgia plástica, o objetivo não deve ser realizar o máximo possível em uma única operação, mas alcançar um resultado satisfatório dentro de um planejamento individualizado e seguro.



