A balança mostra uma grande diferença, as medidas diminuíram e a saúde pode ter melhorado. Mesmo assim, algumas pessoas percebem outra transformação depois de um emagrecimento expressivo: a presença de pele flácida e excedente.
O fenômeno ganhou maior visibilidade com o crescimento do uso de medicamentos para obesidade e perda de peso.
De acordo com a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, a avaliação desses pacientes não deve se concentrar apenas em quantos quilos foram eliminados.
É preciso entender como os tecidos se comportaram depois da mudança corporal.
Por que a pele não acompanha o emagrecimento?
A pele possui capacidade de retração, mas ela não é ilimitada.
Quando o corpo permanece durante muito tempo com um volume maior ou apresenta uma redução significativa de peso, os tecidos podem não retornar completamente ao formato anterior.
A consequência pode ser a formação de dobras ou excesso de pele principalmente no abdômen, braços, coxas, mamas e região do tronco.
Entidades médicas como a American Society of Plastic Surgeons descrevem justamente essa dificuldade de retração da pele após grandes perdas de peso como uma das situações tratadas pelas cirurgias de contorno corporal.
Flacidez não significa automaticamente indicação cirúrgica
Esse é um ponto importante.
Nem toda pessoa que emagrece e percebe flacidez precisa fazer cirurgia.
Nos casos mais discretos, dependendo das características da pele, podem existir outras abordagens.
Por outro lado, quando existe excesso verdadeiro de pele, principalmente formando dobras, dificultando o uso de determinadas roupas ou causando incômodo importante, a retirada cirúrgica pode ser discutida durante a consulta.
Abdominoplastia é a única cirurgia após emagrecimento?
Não.
Embora o abdômen seja uma das regiões que mais chamam atenção, o emagrecimento pode modificar praticamente todo o contorno corporal.
Entre as cirurgias que podem ser avaliadas estão:
- abdominoplastia;
- miniabdominoplastia em casos selecionados;
- mastopexia;
- braquioplastia;
- lifting de coxas;
- procedimentos para remodelação corporal;
- lifting facial em pacientes com indicação.
A escolha depende da anatomia e do grau de excesso de pele existente em cada região.
É possível fazer várias cirurgias de uma vez?
Essa decisão precisa ser individualizada.
A vontade de corrigir várias regiões ao mesmo tempo não deve se sobrepor à segurança.
Tempo cirúrgico, condições clínicas, extensão das áreas tratadas, risco individual e recuperação precisam ser considerados antes de definir se procedimentos poderão ser associados ou deverão ser divididos em etapas.
O peso deve estar estabilizado
Outro fator fundamental é saber se o processo de emagrecimento terminou.
Realizar determinadas cirurgias enquanto o paciente ainda pretende perder uma quantidade importante de peso pode modificar novamente o contorno corporal.
A manutenção de um peso estável é considerada um dos critérios importantes para candidatos às cirurgias de contorno corporal após emagrecimento.
Para a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, o planejamento deve começar pela avaliação completa do paciente e não pela escolha antecipada de uma cirurgia.
O cirurgião precisa analisar o excesso de pele, qualidade dos tecidos, peso atual, estado nutricional, histórico de saúde, medicamentos em uso e expectativas.
Somente depois dessa avaliação é possível definir se existe indicação cirúrgica, qual procedimento pode ser realizado e qual é o momento mais adequado.



