É comum que mulheres que já colocaram prótese de silicone ou estejam pensando em realizar a cirurgia façam a mesma pergunta: depois de alguns anos, o silicone pode fazer a mama cair?
A resposta é que a prótese, por si só, não provoca esse problema. O que acontece é que o corpo continua envelhecendo normalmente, e a pele, os ligamentos e os tecidos mamários sofrem mudanças naturais com o passar do tempo.
Assim como ocorre em qualquer outra parte do corpo, as mamas também perdem firmeza ao longo dos anos.
Além da idade, fatores como gravidez, amamentação, perda importante de peso, genética e qualidade da pele influenciam diretamente nesse processo.
Em algumas situações, entretanto, o tamanho do implante pode contribuir para acelerar essas alterações.
Quando a prótese escolhida é muito maior do que a estrutura corporal consegue sustentar, o peso adicional pode aumentar a tensão sobre a pele e favorecer um estiramento progressivo dos tecidos.
Por isso, atualmente existe uma preocupação muito maior em indicar volumes proporcionais ao biotipo de cada paciente.
Essa escolha leva em consideração não apenas a estética desejada, mas também aspectos relacionados à segurança e à longevidade dos resultados.
Outro ponto importante é entender que silicone e mastopexia possuem funções diferentes.
Enquanto a prótese aumenta o volume das mamas, a mastopexia corrige a flacidez e reposiciona os tecidos. Em pacientes que já apresentam queda importante das mamas, muitas vezes a combinação das duas cirurgias oferece um resultado mais harmonioso.
Após a cirurgia, manter hábitos saudáveis, controlar o peso e seguir as orientações do cirurgião também contribuem para preservar os resultados durante mais tempo.
O implante mamário não interrompe o envelhecimento natural dos tecidos, mas um planejamento adequado e a escolha correta da prótese permitem resultados equilibrados, respeitando a anatomia de cada paciente e reduzindo o risco de alterações precoces.



