Durante muito tempo existiu a recomendação de trocar as próteses de silicone automaticamente após 10 anos. Hoje, sabe-se que essa orientação não se aplica a todas as pacientes.
Os implantes modernos apresentam maior resistência e, na ausência de complicações, não existe um prazo fixo para substituição. A troca passa a ser indicada quando há ruptura, contratura capsular significativa, alteração estética importante ou desejo da própria paciente em modificar o volume ou o formato das mamas.
Por isso, o acompanhamento periódico é mais importante do que estabelecer uma data para uma nova cirurgia. Consultas regulares e exames de imagem quando indicados permitem acompanhar a integridade da prótese e identificar alterações antes mesmo do aparecimento de sintomas.
Cada caso deve ser analisado individualmente, levando em consideração o histórico da paciente, o tempo de implante, os exames realizados e a avaliação clínica do cirurgião plástico.
Como reduzir o risco de complicações?
Embora nem todas as complicações possam ser evitadas, alguns cuidados contribuem para aumentar a segurança da cirurgia e preservar os resultados ao longo dos anos.
Entre eles estão:
- escolher um cirurgião plástico com formação reconhecida e experiência no procedimento;
- realizar todos os exames pré-operatórios solicitados;
- seguir corretamente as orientações sobre repouso e uso do sutiã cirúrgico;
- comparecer às consultas de acompanhamento mesmo quando não houver sintomas;
- informar imediatamente qualquer alteração nas mamas, como dor, endurecimento, aumento de volume ou mudança de formato;
- manter os exames de controle recomendados pelo especialista.
A maioria das pacientes convive com suas próteses por muitos anos sem apresentar problemas. Quando existe acompanhamento adequado e qualquer alteração é investigada precocemente, as complicações costumam ser diagnosticadas em fases iniciais, permitindo um tratamento mais seguro e preservando tanto a saúde quanto o resultado estético da cirurgia.



