Pacientes que apresentam flacidez concentrada abaixo do umbigo nem sempre precisam de uma abdominoplastia completa. Em situações selecionadas, a miniabdominoplastia pode ser uma alternativa para tratar o excesso de pele localizado na parte inferior do abdômen.
Uma das diferenças entre as duas cirurgias está justamente na abordagem do umbigo.
Na abdominoplastia tradicional, geralmente existe uma incisão ao redor do umbigo para permitir o reposicionamento da pele abdominal. Na miniabdominoplastia convencional, essa etapa costuma não ser necessária, já que a retirada de pele ocorre principalmente abaixo do umbigo.
Por esse motivo, normalmente o próprio umbigo permanece em sua abertura original.
Isso não significa, entretanto, que ele nunca possa sofrer alguma alteração. A tração dos tecidos durante a cirurgia pode provocar pequenas mudanças em sua posição ou aparência, dependendo das características anatômicas da paciente e da quantidade de pele retirada.
Além disso, existem técnicas modificadas de miniabdominoplastia nas quais o umbigo também pode receber algum tipo de tratamento.
O que é feito durante a cirurgia?
O cirurgião realiza uma incisão horizontal na parte inferior do abdômen. A localização é planejada, sempre que possível, para que a cicatriz permaneça escondida pelas roupas íntimas.
O excesso de pele abaixo do umbigo é então retirado. Dependendo do caso, também pode ser realizado tratamento da musculatura abdominal e associação com lipoaspiração para reduzir depósitos de gordura localizada.
Cada procedimento precisa ser planejado individualmente. O tamanho da cicatriz e a quantidade de pele removida variam de acordo com a flacidez existente.
Quando a miniabdominoplastia pode ser uma opção?
A cirurgia costuma ser considerada para pacientes com flacidez predominantemente abaixo do umbigo, pequeno ou moderado excesso de pele e pouca alteração na parte superior do abdômen.
Também é importante que o peso esteja relativamente estável e que não exista uma flacidez muscular extensa que exija um tratamento abdominal mais amplo.
Quando há grande sobra de pele em todo o abdômen ou diástase significativa, a cirurgia tradicional pode oferecer uma abordagem mais completa.
Por isso, não é apenas o desejo de ter uma cicatriz menor que determina a indicação. A técnica deve ser escolhida de acordo com a região que realmente precisa ser tratada.



