Quando se fala em Doença de Alzheimer, a primeira associação costuma ser a perda de memória. Esse é realmente um dos sinais mais frequentes, mas representa apenas uma parte das alterações provocadas pela doença.
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva e a causa mais frequente de demência. Sua ocorrência aumenta com o envelhecimento, embora alterações importantes da memória não devam ser consideradas simplesmente uma consequência normal da idade.
Além da capacidade de registrar e recordar informações, a doença pode comprometer outras funções do cérebro.
O que pode mudar com a evolução do Alzheimer?
A pessoa pode apresentar dificuldade para:
• lembrar acontecimentos recentes;
• manter a atenção;
• compreender ou formular frases;
• planejar atividades;
• tomar decisões;
• localizar-se no tempo e no espaço;
• reconhecer pessoas ou objetos em fases mais avançadas.
Também podem ocorrer mudanças de comportamento, irritabilidade, apatia, ansiedade, alterações do sono e perda de iniciativa.
A evolução não acontece exatamente da mesma forma em todas as pessoas. Em muitos casos, as primeiras dificuldades aparecem em atividades que exigem maior organização, como administrar dinheiro, preparar refeições, utilizar determinados aparelhos, controlar medicamentos ou resolver problemas cotidianos.
À medida que o comprometimento avança, pode surgir necessidade crescente de ajuda para atividades básicas.
Existe tratamento para Alzheimer?
Atualmente, a Doença de Alzheimer ainda não possui uma cura definitiva. Isso, entretanto, não significa que nada possa ser feito.
Existem estratégias terapêuticas que podem ajudar no controle dos sintomas e no planejamento da evolução da doença. O tratamento deve considerar não apenas os medicamentos, mas também a manutenção da atividade física, estímulos cognitivos, alimentação, rotina, interação social e suporte familiar.
O acompanhamento dos cuidadores também é fundamental.
Conhecer as diferentes fases da doença permite adaptar o ambiente, prevenir acidentes, organizar os cuidados e preservar a independência do paciente enquanto ela for possível.
Por isso, diante de alterações persistentes de memória ou de outras capacidades cognitivas, a investigação médica não deve ser adiada. Quanto mais cedo a causa for identificada, mais cedo podem ser estabelecidas estratégias de tratamento e cuidado.


