Beber pouca água pode parecer um hábito inofensivo, mas, na terceira idade, essa situação exige cuidados. O envelhecimento modifica mecanismos responsáveis pelo equilíbrio de líquidos no organismo, incluindo a percepção da sede.
Por isso, muitos idosos não sentem vontade de beber água com a mesma frequência que pessoas mais jovens. A consequência é que a desidratação pode se desenvolver sem que o problema seja percebido inicialmente.
Por que a falta de água é tão preocupante?
A água participa de funções essenciais, como a regulação da temperatura corporal, o funcionamento dos rins, a circulação sanguínea e o equilíbrio do organismo.
Quando a ingestão é insuficiente, podem surgir sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e dificuldade de concentração.
Em situações mais importantes, a desidratação pode provocar confusão mental, alterações da pressão arterial, comprometimento renal e maior risco de quedas.
A baixa ingestão de líquidos também pode contribuir para a prisão de ventre, uma queixa frequente entre idosos.
Pequenas mudanças ajudam a proteger a saúde
Não é necessário esperar a sede aparecer para oferecer água. O ideal é incentivar a ingestão de líquidos regularmente, distribuindo o consumo ao longo do dia.
Deixar uma garrafa próxima, oferecer água entre as refeições e incluir frutas e vegetais ricos em água são estratégias que podem facilitar esse cuidado.
Melancia, melão, pepino, abacaxi e chuchu são exemplos de alimentos que contribuem para a ingestão de água.
Entretanto, nem todos os idosos devem consumir a mesma quantidade de líquidos. Pessoas com determinadas doenças cardíacas ou renais podem precisar de orientações específicas.
Nos casos de dependência funcional, dificuldades para engolir ou doenças avançadas, a hidratação deve ser planejada individualmente.
O acompanhamento com um médico geriatra ajuda a identificar fatores de risco, orientar familiares e cuidadores e estabelecer cuidados compatíveis com as necessidades de cada paciente.
Manter uma hidratação adequada é uma medida importante para preservar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida na terceira idade.



