Idosos podem ficar desidratados mesmo sem sentir sede: entenda os riscos

Beber pouca água pode parecer um hábito inofensivo, mas, na terceira idade, essa situação exige cuidados. O envelhecimento modifica mecanismos responsáveis pelo equilíbrio de líquidos no organismo, incluindo a percepção da sede.

Por isso, muitos idosos não sentem vontade de beber água com a mesma frequência que pessoas mais jovens. A consequência é que a desidratação pode se desenvolver sem que o problema seja percebido inicialmente.

Por que a falta de água é tão preocupante?

A água participa de funções essenciais, como a regulação da temperatura corporal, o funcionamento dos rins, a circulação sanguínea e o equilíbrio do organismo.

Quando a ingestão é insuficiente, podem surgir sintomas como fraqueza, tontura, dor de cabeça e dificuldade de concentração.

Em situações mais importantes, a desidratação pode provocar confusão mental, alterações da pressão arterial, comprometimento renal e maior risco de quedas.

A baixa ingestão de líquidos também pode contribuir para a prisão de ventre, uma queixa frequente entre idosos.

Pequenas mudanças ajudam a proteger a saúde

Não é necessário esperar a sede aparecer para oferecer água. O ideal é incentivar a ingestão de líquidos regularmente, distribuindo o consumo ao longo do dia.

Deixar uma garrafa próxima, oferecer água entre as refeições e incluir frutas e vegetais ricos em água são estratégias que podem facilitar esse cuidado.

Melancia, melão, pepino, abacaxi e chuchu são exemplos de alimentos que contribuem para a ingestão de água.

Entretanto, nem todos os idosos devem consumir a mesma quantidade de líquidos. Pessoas com determinadas doenças cardíacas ou renais podem precisar de orientações específicas.

Nos casos de dependência funcional, dificuldades para engolir ou doenças avançadas, a hidratação deve ser planejada individualmente.

O acompanhamento com um médico geriatra ajuda a identificar fatores de risco, orientar familiares e cuidadores e estabelecer cuidados compatíveis com as necessidades de cada paciente.

Manter uma hidratação adequada é uma medida importante para preservar a autonomia, o bem-estar e a qualidade de vida na terceira idade.

Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos

Acesse o site: geriatriagoiania.com.br

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Dra. Eliza de Oliveira Borges

Dra. Eliza de Oliveira Borges, CRM-GO: 14388 / RQE: 9751. Geriatra e fundadora do Projeto Cuidar – Geriatria Goiânia (https://geriatriagoiania.com.br). Atendimento na Clínica Viva / WhatsApp: (62) 98622-0066 Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás; Médica Geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ( SBGG); Especialista em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiás ( HUGO); Área de atuação em Cuidados Paliativos , titulada pela Associação Médica Brasileira (AMB); Presidente da SBGG – seccional Goiás no período de julho de 2020 a julho de 2024; Integrante e preceptora do Núcleo de Apoio ao Paciente em Cuidados Paliativos do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2015 a 2025; Supervisora do Programa de Residência em Medicina Paliativa do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2023 a 2025.
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