Algumas lesões do Ligamento Cruzado Posterior não provocam sintomas suficientemente intensos para levar o paciente imediatamente ao ortopedista.
Depois do trauma, a dor pode diminuir e a pessoa volta às atividades. Porém, a sensação de instabilidade, dificuldade para descer escadas ou desconforto durante movimentos específicos permanece.
Isso pode fazer com que o diagnóstico aconteça semanas ou até meses depois.
O problema é que uma deficiência persistente do LCP pode alterar o posicionamento da tíbia durante o movimento e modificar a distribuição das forças no joelho.
Dependendo do caso, essa alteração biomecânica pode gerar sobrecarga em outras estruturas articulares.
Durante o exame físico, manobras como gaveta posterior, Posterior Sag Sign e Quadriceps Active Test auxiliam na identificação da instabilidade posterior.
A ressonância magnética também pode ser utilizada para complementar a investigação e avaliar possíveis lesões associadas.
Persistência de sintomas depois de uma queda ou trauma merece avaliação especializada.



