Por que duas pessoas da mesma idade podem envelhecer de formas tão diferentes?

O envelhecimento é um processo natural, inevitável e extremamente variável.

O envelhecimento é um processo natural, inevitável e extremamente variável.

Duas pessoas com 80 anos podem apresentar condições completamente diferentes. Uma pode manter independência, praticar atividades físicas, dirigir e realizar suas tarefas cotidianas. Outra pode apresentar limitações importantes e necessitar de ajuda para atividades básicas.

Mas por que isso acontece?

Segundo a Dra. Eliza de Oliveira Borges, Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos, a forma como cada pessoa envelhece resulta da interação entre fatores genéticos, doenças desenvolvidas ao longo da vida, condições ambientais e hábitos mantidos durante décadas.

A genética possui papel importante, mas não determina sozinha como será a velhice.

Alimentação, atividade física, sono, controle do estresse, saúde mental, consumo de álcool, tabagismo, acompanhamento médico e controle adequado de doenças crônicas podem influenciar diretamente a capacidade funcional ao longo dos anos.

Idade cronológica não conta toda a história

Ter 70, 80 ou 90 anos não significa, necessariamente, apresentar determinado grau de dependência.

Na Geriatria, além da idade, é importante observar como a pessoa realiza suas atividades, sua capacidade de tomar decisões, caminhar, alimentar-se, administrar medicamentos, manter relações sociais e cuidar da própria rotina.

Por isso, preservar autonomia e independência é um dos principais objetivos do cuidado durante o envelhecimento.

Envelhecer não significa adoecer

É importante diferenciar dois conceitos.

A senescência corresponde às mudanças naturais que acontecem no organismo com o passar dos anos.

Já a senilidade está relacionada a alterações decorrentes de doenças e condições patológicas que podem surgir durante o envelhecimento.

Para a Dra. Eliza de Oliveira Borges, envelhecer bem não significa necessariamente chegar à terceira idade sem nenhuma doença, mas manter essas condições adequadamente controladas e preservar, pelo maior tempo possível, funcionalidade, autonomia e qualidade de vida.

Velhice não é doença. É uma etapa da vida.

E grande parte da forma como uma pessoa chegará a essa fase começa a ser construída muitos anos antes.

Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos

Acesse o site: geriatriagoiania.com.br

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Dra. Eliza de Oliveira Borges

Dra. Eliza de Oliveira Borges, CRM-GO: 14388 / RQE: 9751. Geriatra e fundadora do Projeto Cuidar – Geriatria Goiânia (https://geriatriagoiania.com.br). Atendimento na Clínica Viva / WhatsApp: (62) 98622-0066 Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás; Médica Geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ( SBGG); Especialista em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiás ( HUGO); Área de atuação em Cuidados Paliativos , titulada pela Associação Médica Brasileira (AMB); Presidente da SBGG – seccional Goiás no período de julho de 2020 a julho de 2024; Integrante e preceptora do Núcleo de Apoio ao Paciente em Cuidados Paliativos do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2015 a 2025; Supervisora do Programa de Residência em Medicina Paliativa do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2023 a 2025.
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