Quedas frequentes na terceira idade podem comprometer mobilidade e independência

Uma primeira queda pode parecer um episódio sem maiores consequências. O problema é que, em pessoas idosas, ela pode representar o início de um ciclo capaz de afetar progressivamente a mobilidade e a autonomia.

Depois de uma queda, é comum surgir receio de caminhar, sair de casa ou realizar atividades sem ajuda.

Esse medo pode fazer com que o idoso reduza seus movimentos. A diminuição da atividade física favorece perda de massa muscular, redução do equilíbrio e maior dificuldade para caminhar, fatores que podem aumentar o risco de novos episódios.

Por isso, a queda precisa ser investigada desde o primeiro acontecimento.

Segundo a Dra. Eliza de Oliveira Borges, Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos, a avaliação deve buscar tanto as consequências do trauma quanto os fatores que podem ter provocado a queda.

Diversas causas podem estar envolvidas

Entre as situações que podem aumentar o risco estão:

• fraqueza muscular;

• alterações de equilíbrio e marcha;

• problemas de visão;

• uso de medicamentos que provocam tontura ou sonolência;

• alterações da pressão arterial;

• doenças cardiovasculares;

• problemas neurológicos;

• infecções ou outras condições clínicas agudas;

• obstáculos e riscos presentes dentro de casa.

Também é fundamental conhecer o histórico de quedas anteriores.

Um paciente que já caiu apresenta maior possibilidade de cair novamente, especialmente quando a causa do primeiro episódio não foi identificada ou corrigida.

Prevenção precisa ser individualizada

A prevenção pode envolver diferentes estratégias.

Fortalecimento muscular, treinamento de equilíbrio, revisão de medicamentos, avaliação da visão, tratamento das doenças existentes e adaptações no ambiente domiciliar são algumas das medidas que podem ser indicadas.

Tapetes soltos, iluminação inadequada, ausência de barras de apoio, pisos escorregadios e objetos no caminho também podem aumentar o risco de acidentes.

Para a Dra. Eliza de Oliveira Borges, o objetivo da avaliação geriátrica é identificar o conjunto de fatores que pode estar contribuindo para as quedas e estabelecer um plano de cuidado adequado às necessidades de cada paciente.

Mais do que evitar um novo acidente, prevenir quedas significa preservar mobilidade, confiança, segurança e independência durante o envelhecimento.

Dra Eliza de Oliveria Borges – Geriatra com área de atuação em Cuidados Paliativos

Acesse o site: geriatriagoiania.com.br

Mostrar mais

Dra. Eliza de Oliveira Borges

Dra. Eliza de Oliveira Borges, CRM-GO: 14388 / RQE: 9751. Geriatra e fundadora do Projeto Cuidar – Geriatria Goiânia (https://geriatriagoiania.com.br). Atendimento na Clínica Viva / WhatsApp: (62) 98622-0066 Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Goiás; Médica Geriatra titulada pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia ( SBGG); Especialista em Clínica Médica pelo Hospital de Urgências de Goiás ( HUGO); Área de atuação em Cuidados Paliativos , titulada pela Associação Médica Brasileira (AMB); Presidente da SBGG – seccional Goiás no período de julho de 2020 a julho de 2024; Integrante e preceptora do Núcleo de Apoio ao Paciente em Cuidados Paliativos do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2015 a 2025; Supervisora do Programa de Residência em Medicina Paliativa do Hospital Alberto Rassi – HGG no período de 2023 a 2025.
Botão Voltar ao topo