Área doadora, tipo de calvície e idade: o que define quem pode fazer transplante capilar

Duas pessoas podem apresentar aparentemente o mesmo grau de calvície e, ainda assim, receber indicações completamente diferentes para um transplante capilar.

Duas pessoas podem apresentar aparentemente o mesmo grau de calvície e, ainda assim, receber indicações completamente diferentes para um transplante capilar.

Isso ocorre porque a cirurgia não depende apenas do tamanho da região sem cabelos.

Para determinar se o procedimento é indicado, o médico precisa avaliar diferentes características do couro cabeludo, a causa da perda capilar e a quantidade de folículos que poderá ser utilizada com segurança.

Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, explica que o planejamento começa pela compreensão de um princípio importante: os fios utilizados na cirurgia precisam vir do próprio paciente.

O transplante capilar redistribui unidades foliculares. Portanto, existe uma espécie de reserva limitada de folículos disponíveis para serem transferidos.

Nem toda área doadora oferece a mesma quantidade de fios

As regiões posterior e lateral do couro cabeludo são normalmente utilizadas como áreas doadoras por apresentarem, em muitos pacientes com alopecia androgenética, maior preservação dos folículos.

Entretanto, a existência de cabelos nesses locais não significa automaticamente que eles sejam suficientes para um transplante.

É necessário observar fatores como:

• quantidade de folículos disponíveis;
• calibre dos fios;
• densidade capilar;
• estabilidade da região doadora;
• presença de fios miniaturizados;
• extensão da calvície.

Uma pessoa com uma grande região a ser preenchida e baixa densidade na área doadora, por exemplo, pode não possuir folículos suficientes para atingir a cobertura desejada.

Esse limite precisa ser respeitado porque os folículos retirados não voltam a crescer na área de origem.

Diagnóstico vem antes da cirurgia

Outro fator determinante é identificar qual condição está provocando a perda dos cabelos.

A alopecia androgenética é uma das causas mais conhecidas e uma das situações nas quais o transplante pode ser indicado.

Entretanto, existem outras doenças capazes de provocar queda capilar.

Algumas formas de alopecia atingem de maneira difusa todo o couro cabeludo, inclusive as regiões que normalmente seriam utilizadas como doadoras. Existem também doenças inflamatórias e alopecias cicatriciais que podem exigir investigação e tratamento específicos.

Realizar a cirurgia sem compreender a origem da queda pode comprometer a evolução do resultado.

O planejamento precisa considerar os próximos anos

A idade isoladamente não determina quem pode ou não realizar um transplante, mas o comportamento da calvície ao longo do tempo é extremamente importante.

Em pacientes que ainda estão perdendo cabelo rapidamente, a distribuição dos folículos deve ser planejada de maneira especialmente cuidadosa.

Uma linha capilar muito baixa ou o uso excessivo da área doadora em uma primeira cirurgia pode limitar possibilidades futuras caso a calvície continue avançando.

Por isso, o objetivo não deve ser apenas preencher a região que apresenta falhas hoje.

O planejamento realizado por Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia considera a relação entre a condição atual do paciente, a capacidade da área doadora e a possível progressão da alopecia.

O transplante capilar pode produzir resultados naturais quando existe indicação correta, planejamento adequado e disponibilidade suficiente de folículos.

Antes de discutir técnica, quantidade de fios ou formato da linha capilar, portanto, existe uma pergunta ainda mais importante: aquele paciente realmente possui condições adequadas para realizar o transplante?

Essa resposta depende de uma avaliação médica individualizada.

Acesse o site: https://dralorenarosique.com.br

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Dra. Lorena Rosique

Dra. Lorena Rosique é Médica, Cirurgiã Geral e Cirurgiã Plástica em Goiânia. Formou-se em Medicina pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) em 2010, Especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Durante sua formação, participou de diversos cursos de extensão universitária no Brasil, Estados Unidos e Israel, que proporcionaram maior vivência e experiência em Cirurgia Plástica Estética e Reconstrutiva.
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