Uma bactéria que chega à prótese de joelho não necessariamente permanece solta dentro da articulação.
Ela pode aderir à superfície do implante e começar a formar uma estrutura conhecida como biofilme.
O Dr. Mauro Júnior, Ortopedista Especialista em Cirurgia de Joelho em Goiânia, explica que entender esse mecanismo ajuda a compreender por que as infecções associadas às próteses exigem atenção especializada.
O biofilme funciona como uma espécie de camada protetora produzida pelas próprias bactérias.
Isso dificulta tanto o acesso das células de defesa quanto a ação dos antibióticos.
Por esse motivo, o tratamento de uma infecção profunda envolvendo a prótese pode ser diferente do tratamento de uma infecção comum.
A estratégia depende de fatores como tempo de evolução, estabilidade do implante, condições do paciente e características da infecção.
Em determinadas situações, procedimentos cirúrgicos podem ser necessários.
Os principais sinais de alerta incluem aumento progressivo da dor, inchaço, vermelhidão, secreção pela ferida e perda da mobilidade.
Por outro lado, algum grau de dor e inchaço faz parte do pós-operatório normal.
O mais importante é observar a evolução.
Quando um joelho que estava melhorando começa a apresentar piora inexplicada, uma avaliação médica deve ser realizada.



